Fotografias em campo

Fotografias em campo Segue um relato do que eu sempre procuro me atentar antes e durante sessões de fotos em campo.

  • Mantenha a câmera junto a seu corpo, com uma lente zoom - Usando a mochila da Think Tank, prenda a alça da câmera na alça do mochila. Isso irá reduzir o peso que o seu pescoço terá que suportar durante a caminhada, evitará que sua câmera fique batendo na vegetação e estará sempre à mão para um disparo rápido.

  •  Na mochila: A menos que tenha um objetivo específico para fotografar algo com uma super tele, leve não mais que duas lentes: uma teleobjetiva maior ou uma fixa média e uma grande angular. Se tiver e pelo menos uma das lentes aceitar, leve um teleconverter. Ampliações de 1.4 ou 1.7 são suficientes. Se tiver/quiser, leve uma lente macro que pode ser útil. Se não tiver essa lente, uma alternativa (boa) são os filtros macro ou tubos de extensão. Para os dois casos, um acessório que não pesa (embora seja um pouco "trombolho") e pode ajudar (para outras necessidades, inclusive) é um pad para os joelhos: um pedaço grosso de EVA que costuma ser vendido em lojas de jardinagem. Eu tenho um e acho-o excelente. Também, algo que não ocupa lugar e pode ser bastante útil: um pequeno tubo com água e tampa de spray. Dependendo da situação, umedecer levemente o assunto muda completamente a foto, para melhor. Já que o assunto é (virou) macro, uma presilha da Wimberley pode ser bastante útil e pesa pouco.
  • Parassol e filtro UV: Use-os para proteger o elemento frontal da lente. Manter a tampa frontal na lente é uma decisão difícil. Acho que depende do grau de cuidado com o equipamento e habilidade para caminhar no mato, que cada um tem, ou não. Quando parar para fotografar, atente para a ocorrência de flare. Em caso positivo, para eliminar o efeito, remova o filtro e mantenha o parassol ou mova-se de forma a colocar a lente na sombra.
  • Ajustes: mantenha a câmera pronta para fotografar: f/8, balanço de branco automático, ISO 200 limitado a 1600, prioridade para abertura do diafragma, área dinâmica de foco, foco contínuo. Isso resolve a maioria das situações. Havendo tempo, tudo isso pode ser adequadamente alterado e exposições adicionais de -0.3, -0.7, -0.1, +0.3, + 0.7 EV podem ser úteis.
  • Luz: Tenha paciência com o sol. Para fotos de paisagens, espere a hora certa. Enquanto ele estiver "ruim", esqueça as paisagens e concentre-se nos animais, flores, árvores no meio da mata, pequenos riachos, etc. A foto acima, por exemplo, foi tirada no meio da tarde, bem antes da hora mágica.
  •  Intempérie: Esteja preparado para tempo ruim. Tenha sempre uma capa protetora de chuva para o equipamento. Soluções caseiras (saco de lixo) também resolvem de mesma forma. Seja criativo e eficaz para proteger seu equipamento e nunca vá para o mato também sem a capa de proteção da mochila. Para proteger-se, quando chuvoso/frio moderado, use uma jaqueta impermeável que respira. O modelo Men's Venture Jacket, da North Face, além de ser simplesmente fantástico, enrola-se para dentro de um dos bolsos, ficando com um volume mínimo para transporte na mochila, se for o caso. Serve tanto para andar no mato quanto para andar em qualquer cidade do mundo.
  •  Cartões de memória e baterias: Leve todos seus cartões e baterias reserva. Não fique conferindo o LCD a cada foto - “chimping”. Sempre que possível (quando parar num buteco (ou numa "venda", como dizemos em Minas) na beirada da estrada, por exemplo), recarregue a(s) bateria(s). Armazene seus cartões num case resistente a choques e intempérie, de uma cor de fácil visualização em condições de baixa luminosidade. Crie códigos próprios para saber qual bateria teve sua carga exaurida, qual ainda está com carga intacta; qual cartão contém fotos, qual cartão está formatado.
  • Tripé: Leve um tripé de fibra de carbono (leve, portanto) e uma cabeça adequada para as lentes que está levando. Não faz sentido levar uma cabeça tipo Gimbal para lentes pequenas/leves, assim como, também; não dá para usar uma supertele numa cabeça tipo bola.
  • GPS e apito: Dependendo de onde for, leve um GPS e um apito. Caso se perca, o primeiro pode ajudá-lo (desde que você saiba usá-lo !) e, o segundo; pode ajudar quem eventualmente se dispuser a procurá-lo.
  • Lanterna: Se a incursão em campo não for rápida, em local conhecido e de fácil retorno, leve uma lanterna. O modelo 2640 da Pelican tem a vantagem de usar as mesmas baterias AA dos flashs e, em termos de luminosidade, resolve completamente.
  • Água: Embora eu não goste de beber água, é bom levar um cantil ou garrafa PET. Em qualquer caso, guarde-o(s) longe das lentes. Em casos extremos, pode-se levar um purificador portátil.
  • Barrinha de cereal: É o que há! Não resolve problema de fome, mas minimiza e ocupa pouco espaço na mochila. Evite as que contém camada superficial de chocolate porque ela vai virar uma meleca com o calor. Quatro barras são mais que suficientes para um final de semana no mato.
  • Paracord - você nunca sabe quando vai precisar dele. Não pesa quase nada, vai disfarçado em muitos itens necessários (cinto, pulseira de relógio, rede para garrafa, bracelete, etc)  e aguenta tudo que você, quando fotografando, vai eventualmente precisar atar/segurar/prender/levantar/etc.
  • Pano de microfibra: Leve sempre.  Os pequenos, específicos para limpar a ótica e, pelo menos um, maior, genérico, para limpar corpo/lentes/tripé, etc. No caso de tripés da Gitzo, limpe sempre os pés antes de recolher completamente o último estágio.
  • Bombinha "fuk-fuk" e caneta para limpeza de lentes: Caneta: Lens Pen (original). Bombinha: Giotto média (tamanho máximo para campo).

Você está preparado ! Boa sorte  e boas fotos !